terça-feira, 18 de maio de 2010

Felicidade Moderna


Por Martha Medeiros.


De norte a sul, de leste a oeste, todo mundo quer ser feliz.

Não é tarefa das mais fáceis.

A princípio, bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos.

Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis.

Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica, a bolsa Louis Vitton e uma temporada num spa cinco estrelas.

E quanto ao amor? Ah, o amor... não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando. Isso é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo.

Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar à luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário, queremos ser felizes assim e não de outro jeito.

É o que dá ver tanta televisão.

Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista.

Por que só podemos ser felizes formando um par, e não como ímpares?

Ter um parceiro constante não é sinônimo de felicidade.

Você pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz com três parceiros, feliz sem nenhum.

Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio.


Dinheiro é uma benção.

Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo. Não perder tempo juntando, juntando, juntando, apenas o suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado.

E se a gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de criatividade.


Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável.

Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato, amar sem almejar o eterno.

Olhe para o relógio: hora de acordar.

É importante pensar-se ao extremo, buscar lá dentro o que nos mobiliza, instiga e conduz, mas sem exigir-se desumanamente.

A vida não é um game onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio.

Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se.

Invente seu próprio jogo.

7 comentários:

  1. Adorei o post!!!Achei muito encorajador!!!
    Bjo

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  2. Ah adorei o post tbm amiga , otima como sempre.

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  3. Engraçado. todo mundo que comenta fala a mesma coisa.. Olha o seu post ficou muito bem elaborado, as vezes a gente tem que abrir os olhos, e tomar um choque de realidade que foi o que seu post ta dizendo, entender com que o mundo funciona e que ele não gira ao nosso redor.. Bjos

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  4. Oi, tem um selo pra vc lá no meu blog. Espero q goste!!!
    Bjo

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  5. epa!!! vlw pela visita!
    seguindo tbm =]

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  6. Show de bola!
    Martha Medeiros é 10! \o/
    E disse a mais pura verdade: somos seres insatisfeitos constantemente!

    BjO*-*
    http://evesimplesassim.blogspot.com/

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  7. Olá, estou de visita e adorei seu blog!
    Vou seguir e voltar mais vezes com certeza!!

    Beijos ♥

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E ai????
Me diz o que você achou!!!

=))

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